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    8/25/2006

    Registo de Férias (o sétimo)

    Acho que as lembranças se vão diluindo no tempo...

    Revendo fotos redescobri férias, lugares e caminhos...

    Desde rotundas exóticas a separadores de estrada engraçados, desde os laranjais e as vinhas aos roseirais silvestres carregados de flor, desde as nespereiras com os seus ramos carregados de frutos suculentos e dourados aos rios e lagos se espraiando por onde se pode andar... e os caracóis... foi agradável visitar o Algarve.

    Agora a partida é para o Norte, a caminho da Figueira da Foz. Por Beja... percorrendo as estradas entre “montes” e “chaparros”. Onde as medas e as vacas se revezam embelezando a paisagem alentejana.

    Não pudemos deixar de visitar a praça do Cunhal, o castelo e o templo de Diana...

    Depois, a viagem continuou...

     

    8/3/2006

    Registo de Férias (o sexto)

    Castelos!...

    De sul a norte .... alcandorados.... sempre... degradados alguns, bem tratados outros, “escarafunchados” quase todos...

    Passámos por muitos mas visitámos poucos. O mais “escarafunchado” o de Silves, o mais bem tratado o de Montemor-o-velho, este bem mais a norte. Pelo meio ficou o Castelo de Beja, com a mais bela torre de menagem, pelo menos dos que conheci. Talvez noutras épocas venha a mudar de ideias.

    Em Silves as consecutivas tomadas do castelo/cidade vieram trazer características muito especiais à pequena mas linda urbe. Desde o jardim mourisco cheio de lagos e estátuas rodeado de romãzeiras e outras árvores de belas flores, até a ponte romana que nos pode levar até os moinhos da mesma origem, sobranceiros  ao rio Odelouca, e continuando com o gigante rei D. Sancho às portas do seu castelo, sobrepõem-se culturas e mitos diversos, camada sobre camada, conforme se pode ver não só no próprio castelo, onde o trabalho de arqueologia continua a ser feito, mas especialmente no museu, criado e edificado à volta de uma cisterna ali mesmo encontrada e protegida.

     

    Nada como lá ir e ver, aqui deixo uma pequenina amostra, de lembrança.   
    7/28/2006

    Registo de Férias (o quinto) - 29/07/2006

    E como hoje é sexta-feira, vou já inserir o próximo “registo de férias”, do dia 29 de Julho, sábado, porque o não posso fazer no próprio dia e é indispensável que o faça. No fim verão porquê.

     

     

    No pequeno rectângulo Algarvio saltámos um pouco por todo o lado. E até ultrapassámos fronteiras. Silves, Portimão, Faro, Olhão... Tavira... Vila Real de Santo António... Ayamonte...

    Um pequeno ressalto a esta cidade espanhola, implantada do outro lado do Guadiana. E isso porque alguns detalhes pitorescos nos encantaram: a entrada da cidade ladeada de rosas vermelhas ao longo de alguns quilómetros e a azulejaria que nos “mira” dos fundos das varandas ou sacadas ou ainda nos frontispícios dos degraus de qualquer simples escada de um qualquer simples prédio, velho ou de construção actual.

    E de todas elas,  num resumo muito resumido fica-nos na memória a água, as marinas, os complexos turísticos, as praias, os caracóis, as gaivotas ou “avestruzes” (por alguém chamadas) e as cegonhas.

    Cegonhas!... Voo com elas para a minha infância, para os tempos da minha juventude, e até para longe, para África, onde vivi tantos anos... Cegonhas sempre foram aves do maravilhoso. Existiam mas eram como o Pai Natal. Tinham uma finalidade irreal: trazer os bebés aos pais assim como os brinquedos eram trazidos aos filhos pelo simpático e querido velhinho. Nunca se viam. Só o resultado do seu esforço. E as lendas uniam-se e encantavam. E aqui, no Algarve, as lendas e os contos de encantar materializam-se e convivem connosco no dia a dia, no minuto a minuto... nas altas chaminés de fábricas, no alto das torres, nos beirais dos telhados e até em candeeiros e postes onde elas constróem os seus ninhos.

     

     

    E os meninos continuam a ser trazidos por estas aves maravilhosas... Hoje ( dia 29) faz anos que um desses meninos chegou. Chama-se TIAGO e é meu sobrinho. PARABÉNS cheios de ternura e muito Amor. Muitas bjocas...  

    Registo de Férias (o quarto)

    E visitámos praias. Praias atrás de praias, das famosas às desconhecidas, pelo menos para nós, das mais a ocidente até a mais oriental.

    Alvor, Albufeira, da Rocha, Quarteira, Carvoeiro, Castelo, da Guia...

    Mas da que mais me encantou não sei o nome. Encaixada entre escantilhadas rochas chega-se a ela por um escadeado e estreito túnel até desembocar na areia onde o mar se espreguiça num vaivém constante. E bem no centro da praia, no meio do mar um penhasco, como se tivessem para ali jogado um menir... As falésias que a rodeiam parece que se vão rachar e esfarelar a qualquer momento. Têm um aspecto granuloso e da cor da areia e estão escavados por todo o lado, formando nichos pequenos e grandes, janelas e quartos, escadas e parapeitos.

    Fazem-nos olhar à volta tentando encontrar os duendes ou as bruxas que os fizeram...

    7/27/2006

    Registo de Férias (o terceiro)

    Qual escolher? Dos muitos momentos que passámos é difícil dar preferência a um ou outro facto agradável. Mas sendo todos agradáveis podemos decidir por outras características: divertidos, insólitas ou burlescos até.

    Ali, naquele cantinho do Mundo proliferam as praias e águas mil: rios e rias, riachos e canais, e até águas termais. Rimei. Sem intenção mas com muito sentido. Até porque o Algarve é como um poema “Assunto ou coisa digna de ser cantada em verso” (Cândido de Figueiredo).

    Serra de Monchique. Subimos ao ponto mais alto do Algarve. De lá de cima a nossa vista pode percorrer a linha de costa com desembocaduras estuarinas de rios e ver praias e praias a perder de vista bordejando os extensos campos salteados de altos e baixos, com sombras e claridades de tal modo contínuas que mais parecem feitos de papel de embrulho pintado e amachucado por mãos ágeis e artísticas formando o relevo próprio dos presépios madeirenses.

    Mas antes de lá chegar, a Foia, passámos pelas termas de Monchique. Andámos pelas ruas e ruelas, vimos um pavão num jardim, casas apalaçadas, restaurantes, cafés, um hotel e até uma linda capela, própria dum castelo, onde passeámos somente pelos jardins já que a porta estava fechada.

    E sim o insólito: Junto a um café e frente a uma loja de artesanato, empoleirado numa tabuleta verde, com uma penugem muito fina e diáfana, fofo mas com ar muito triste, um filhote de mocho, talvez ainda com muito pouca experiência de voo, e quiçá ansioso por voltar para junto dos pais.

    Aqui fica a imagem, para registo.
    7/26/2006

    Registo de Férias (o segundo)

    Antes de mais e de avançar para a narrativa, um acontecimento importante a notificar: O MICHEL FAZ ANOS! PARABÉNS cunhadinho.

    E agora sim....

     

    Partimos para a próxima etapa da nossa viagem, de comboio, o nosso transporte terrestre favorito.

    Partida: Estação do Oriente

    Destino: Aí começou o “busilis”. Deveria ser Silves mas chegou-nos a cuidadosa e preocupada informação de que deveríamos sair em S. Bartolomeu de Messines (evitava o transbordo). Resolvemos então comprar os bilhetes de véspera, para evitar filas de espera à hora da partida. E no dia seguinte, armados e equipados lá seguimos com tempo e com calma para a Estação. Eis quando o telemóvel toca. Afinal seria melhor ir logo para Silves...

    Saímos em Messines, claro, e lá estavam eles, de sorriso bem aberto nas caras, mãe e filho, prontos para nos levar através de sonhos, e atirar-nos para dentro dos tempos onde os antigos se chocam com a realidade e nós vivemos a História através dos seus feitos e objectos.

    E fomos....
    7/25/2006

    Registo de Férias (o primeiro)

    Cumpridas as primeiras horas do plano...

    ... Mas logo logo uma agradável mudança: dois dias em companhia do meu maior e melhor companheiro de infância. O meu Zé. Ou José António. Meu irmão. Agora em duplicado já que a sua companheira actual é Zé também. E nada de maus pensamentos. Zé de Maria José. Uns queridos. Companheiros dos bons que fazem do convívio um prazer. E um rodízio de paladares... desde os bons e “novels” petiscos aos vinhos escolhidos.  Adorei visitar a sua “adega” (no sótão e não na cave como todas as outras) onde os registos de idades e marcas são feitos com muito cuidado e um certo aprazimento. Da parcimónia particular passa para a euforia do ofertar e fazer-nos sentir os sabores e odores dos seus cuidados. Maravilha. Deixou saudades. 
    7/20/2006

    Normalidade?

    De novo com os pés no chão vou preparar tudo para cumprir o prometido: falar de e mostrar as férias que tive. Mas isso será para um próximo dia, porque o material recolhido vai ser triado, catalogado e colocado no arquivo do "Cantinho". O TEMPO ainda não parou!
    6/8/2006

    Férias... a quanto obrigas...

    Ainda não é hoje que falo das minhas férias.
    Estou de regresso há quase três semanas cheias de lembranças, saudades e cansaços.
    Estes vão-se diluindo pouco a pouco.
    As ideias e imagens vão sendo triadas e guardadas tanto no coração como nos Cds para sairem na hora certa.
    Até lá outros valores mais altos se levantaram.
    Outros cuidados e preocupações.
    Outras dores, outros amores.
    Bem cá dentro.
    Na mente.
    No coração.
    Bem cá dentro.
    Voltei a viajar.
     
    4/5/2006

    Férias (ainda por fazer)

         Começámos por sonhar ir à República Checa... Íamos três e pagávamos só um bilhete (dois eram oferecidos) ... +alojamento... + comida.... +transportes... + qualquer coisita... um dinheirão! Contas feitas, previsão de gastos e acordámos do sonho. Teimosamente recomeçámos com outro: Açores... mas os planos foram também gorados e regressámos à realidade. Resolvemos então sonhar de olhos bem abertos e pés bem assentes no chão. Contámos e recontámos os trocos que existem para as férias e decidimos:
          Vamos os três a Lisboa, descemos um pouco para sul onde realizaremos um desejo de há muito... (conhecer Évora e arredores), e ainda visitar Silves e o que o tempo nos deixar ver. Já sendo quatro partimos para Norte, e após breves encontros com os familiares mais queridos, acampamos na Figueira. E a nossa querida contadora de Historia ir-nos-á mostrando o que for de mais histórico, exotérico, estranho, lindo, característico, etc.. etc.. Bem documentados de toda esta maravilhosa viagem diremos adeus ao sonho....
          E isto entre 30 de Abril e 11 de Maio, fronteiras mais ou menos movéis, ainda...
     
    PS.: As fotos serão adicionadas mais tarde.